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Vinhos & Relações

A vida reserva para cada um de nós diversos tipos de sabores.
Dos mais amargos ao mais doces, vale a pena viver e aprender.

A experiência aumenta nossa paz e via de regra, diminui nossa paciência. Nos faz ser mais seletivos e dar foco apenas em situações que acreditamos realmente, somando razão e emoção. O resultado dessa soma precisa ser invariavelmente a paz na alma e no coração.

Como os vinhos, os momentos devem ser tratados com amor e repleto de cuidados. Nos processos iniciais desde a qualidade da terra, o clima da região, atenção com a escolha da uva até a fermentação.

É comum o erro que as pessoas cometem ao cuidarem apenas dos momentos iniciais de um relacionamento e depois, se acomodam. O que era belo fica automático e mecânico, fazendo com que tudo comece a perder a graça e paixão que havia no início.

Assim como o envelhecimento do vinho que deve ser feito em adegas climatizadas, entre 12 e 18 graus e em posição horizontal de forma a encharcar a rolha, também é preciso encharcar (com moderação) continuamente um ao outro de carinho, atenção e cuidado, no ponto. A conquista é diária e para a vida toda.

Da mesma forma quando estamos com alguém, o vinho desperta várias sensações ao mesmo tempo. O momento do brinde é o encontro dos corpos. O olfato é aguçado pelo aroma, o paladar desperta os sabores, o toque sente o calor, a visão se emociona pela beleza e com as cores e a audição, completa o processo ouvindo os sussurros e as juras das taças. Cheers!

Na hora de escolher um rótulo – como nos referimos carinhosamente a uma garrafa de vinho – temos muitas opções de corte como: bordeaux, chardonnay, sauvignon, merlot, malbec e tantas outras. Cada uma com uma história e uma criação, o que faz retratar o sabor que o vinho vai imprimir na hora que tocar a nossa boca.

As escolhas para sermos felizes, só cabem a nós mesmos. Um brinde ao amor!


Igor Bellino Rigolon
31 de maio de 2009